Esta biblioteca digital abriga o livro sobre Oncologia e Oncocirurgia Ortopédica.

Ela inclui aulas acadêmicas, palestras proferidas em congressos nacionais e internacionais, trabalhos publicados, discussões de casos, procedimentos cirúrgicos realizados e técnicas próprias desenvolvidas.

O formato digital foi escolhido porque a web permite a inclusão de textos com inúmeros recursos visuais, como imagens e vídeos, que não seriam possíveis em um livro impresso.

O conteúdo é destinado a estudantes, profissionais da saúde e ao público em geral interessado na área.

Cisto Intraneural do nervo fibular

Cisto Intraneural do nervo fibular. Ganglion justaarticular.

O cisto intraneural do nervo fibular é uma condição rara. Em geral, essa lesão pode causar disfunção neuromuscular significativa. No presente caso, um paciente masculino de 64 anos apresentou incapacidade de realizar a dorsiflexão do tornozelo esquerdo por onze meses. Além disso, não havia comorbidades ou histórico de trauma.

Durante a avaliação clínica, observou-se queda plantar do pé esquerdo. Nesse contexto, a ausência de dorsiflexão ativa indica comprometimento motor relevante. Por outro lado, as radiografias do joelho e do tornozelo não mostraram alterações. Portanto, mesmo diante de exames iniciais normais, não se exclui lesão neural.

Inicialmente, as radiografias do joelho e do tornozelo não evidenciaram alterações estruturais. Esses achados estão apresentados nas Figuras 1 a 3. Dessa forma, a investigação exigiu métodos adicionais.

01: Atitude em queda plantar do tornozelo esquerdo.

figura 01: Atitude em queda plantar do tornozelo esquerdo.

02: Radiografia do joelho e tornozelo esquerdos, frente.

Figura 02: Radiografia do joelho e tornozelo esquerdos, frente.

03: Radiografia do joelho e tornozelo esquerdos, perfil.

Figura 03: Radiografia do joelho e tornozelo esquerdos, perfil.

Em seguida, a ressonância magnética do joelho identificou um cisto gangliônico lobulado e alongado. Especificamente, a lesão localizava-se no interior do nervo fibular, padrão compatível com cisto intraneural. As imagens correspondentes estão demonstradas nas Figuras 4 a 7. Assim, o exame contribui de forma decisiva para o diagnóstico.

04: Rm de 31 de julho de 2018 revelando alteração no nervo fibular.

Figura 04: Rm de 31 de julho de 2018 revelando alteração no nervo fibular.

05: Laudo da ressonância.

Figura Figura 05: Laudo da ressonância.

06: Eletroneuromiografia revelando alteração do nervo fibular do MIE.

Figura 06: Eletroneuromiografia revelando alteração do nervo fibular do MIE.

07: Laudo da eletroneuromiografia sugerindo axoniotmese ? !

Figura 07: Laudo da eletroneuromiografia sugerindo axoniotmese ? !

Paralelamente, a eletroneuromiografia demonstrou ausência de potenciais de ação no nervo fibular à esquerda. Como resultado, esse achado sugere comprometimento do nervo ciático poplíteo externo. Dessa maneira, o estudo neurofisiológico confirma o déficit funcional previamente identificado.

Por fim, a correlação entre os achados de imagem e os dados eletrofisiológicos aumenta a precisão diagnóstica. Consequentemente, essa integração orienta a tomada de decisão terapêutica com maior segurança.

Diante dos achados clínicos e complementares, indicou-se abordagem cirúrgica. Inicialmente, o procedimento envolveu a exérese do cisto gangliônico. Em complemento, realizou-se a descompressão da articulação fíbulo-tibial proximal.

Com essa estratégia, busca-se reduzir a compressão neural. Assim, há potencial para restaurar a função motora comprometida. Em casos como este, a limitação funcional pode ser grave e persistente. Por esse motivo, a intervenção torna-se necessária.

Por fim, o caso reforça a importância do diagnóstico precoce. Além disso, evidencia que a condução adequada impacta diretamente o desfecho funcional em condições neuromusculares raras.

Olá! Como podemos auxiliá-lo?