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Condrossarcoma da Cabeça Femoral

Condrossarcoma Cabeça Femoral

Condrossarcoma Da Cabeça Femoral. Paciente masculino, 49 anos de idade, refere dores no quadril havia dez meses. Realiza uma radiografia da bacia que revela lesão na cabeça e colo femoral direito, (Figura 1). A tomografia detalha os aspectos da lesão (Figura 2).

Figura 1: Radiografia da pelve direita, com lesão de rarefação óssea no colo femoral e focos de maior densidade, sugerindo calcificações.
Figura 2: Tomografia com lesão de rarefação óssea na cabeça femoral direito, erosão da cortical interna (em saca bocado) e focos de calcificação. Lesão agressiva localmente, ativa, destruindo a estrutura óssea.
Condroma ou condrossarcoma? O médico opta por realizar uma biópsia percutânea cujo anatomopatológico conclui por condroma. Lesão cartilaginosa, em osso longo, com dor, erosão da cortical interna, focos de calcificação em paciente com mais de quarenta anos devem ser tratada como condrossarcoma. É tratado como condroma, prótese convencional (Figura 3).
Após alguns meses apresenta aumento de volume na coxa direita e dor de aumento progressivo no quadril (Figura 4). A radiografia apresenta lesão expansiva (Figura 5).
Figura 3: Radiografia da pelve direita, após reconstrução com prótese convencional. O paciente foi tratado como condroma, inadequadamente.
Figura 4: Paciente com aumento de volume e dor no quadril direito devido a recidiva e desdiferenciação de condrossarcoma.
Figura 5: Radiografia da pelve direita, após alguns meses da reconstrução com prótese convencional, A recidiva do condrossarcoma é evidente.
Figura 6: Cintilografia óssea com hiper captação acentuada da pelve direita e terço proximal do fêmur.
Figura 7: Paciente posicionado para a realização de hemipelvectomia devido a disseminação do condrossarcoma, operado indevidamente.
Figura 8: Radiografia da bacia, após a realização da hemipelvectomia em paciente portador de condrossarcoma, inicialmente grau I, tratado indevidamente como condroma, que se desdiferenciou. A cirurgia adequada poderia ter levado a cura do tumor com a preservação do membro.
Figura 9: Esta hemipelvectomia teria sido evitada se não tivesse havido supervalorização da patologia em detrimento do quadro clínico e da imagem.
Para esta neoplasia, cujo único tratamento é a cirurgia, não se pode deixar induzir pelo exame anatomopatológico de condroma por biópsia. Não devemos realizar outra biópsia, pois já temos o diagnóstico de lesão cartilaginosa. As imagens agressivas, com focos de calcificação e erosão da cortical interna definem a conduta de se tratar este caso como o condrossarcoma que era (Figura 9).

Autor : Prof. Dr. Pedro Péricles Ribeiro Baptista

 Oncocirurgia Ortopédica do Instituto do Câncer Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho

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