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Condrossarcoma do Ramo Ilíaco

Condrossarcoma Ramo Ilíaco

Condrossarcoma Do Ramo Ilíaco. Paciente masculino, 38 anos de idade, engenheiro, refere dores no quadril direito havia dois meses.
A radiografia do quadril direito mostrou lesão no ramo ílio-púbico (Figura 1) e a cintilografia captou apenas nesta região (Figura 2).

Figura 1: Radiografia da pelve direita com lesão de rarefação óssea e focos de condensação.
Figura 2: Cintilografia óssea com hiper captação apenas no ramo íleo púbico direito.
A tomografia mostrou uma lesão lítica, acometendo parte da cavidade acetabular e contendo pontos de condensação sugestivo de focos de calcificação (Figuras 3 e 4). A análise detalhadas da radiografias (Figuras 5 e 6) e dos cortes tomográficos (Figuras 7 e 8) mostram lesão agressiva, em raiz de membro, em paciente na quarta década.
Figura 3: Corte de tomografia evidenciando a lesão, com comprometimento do ramo íleo púbico direito e parte da parede do acetábulo.
Figura 4: Podemos observar a ruptura da cortical que deve ter provocado a dor e início do sintoma do paciente. Portanto é uma lesão ativa.
Figura 5: Radiografia da bacia frente, com a lesão do ramo íleo púbico direito.
Figura 6: Em detalhe ampliado observamos o afilamento e a insuflação da cortical, com inúmeros focos de calcificação. O paciente tem dor, motivo pelo qual procurou o médico, e apresenta lesão ativa, localmente agressiva.
Figura 7: Corte tomográfico com densidade para osso. Lesão de rarefação óssea com insuflação e erosão da cortical, com evidentes focos de condensação que sugerem fortemente tratar-se de focos de calcificação.
Figura 8: Corte tomográfico com densidade para tecidos moles. Observamos o comprometimento de parte do acetábulo e a evidente ruptura da cortical.
Realizamos controle mensal de imagens, sem biópsia. No terceiro mês, com as imagens revelando a evolução da lesão, tratamos oncologicamente como a lesão agressiva que era, considerando-se a hipótese mais provável de condrossarcoma. Realizamos a ressecção completa da lesão, com margem (Figuras 9 e 10). Pode observar a incisão e a função do paciente após dez anos (Figuras 11 a 13).
Figura 9: Radiografia da bacia, após a ressecção do ramo íleo púbico direito, com parte da parede do acetábulo.
Figura 10: Radiografia da peça cirúrgica, em bloco. Observamos as áreas líticas e os focos de condensação.
Figura 11: Incisão da cirurgia. Figura 12: Paciente com carga total e flexão completa dos MMII.
Figura 13: Carga monopodal no membro operado, sem nenhum déficit funcional. O paciente encontra-se curado do tumor e é praticante de tênis.

Autor : Prof. Dr. Pedro Péricles Ribeiro Baptista

 Oncocirurgia Ortopédica do Instituto do Câncer Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho

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