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Cisto ósseo simples da tíbia

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Cisto ósseo simples da tíbia

Cisto Ósseo Simples na Tíbia: Diagnóstico e Avaliação por Imagem

Introdução

O cisto ósseo simples é uma lesão benigna comum que afeta principalmente crianças e adolescentes. Este artigo descreve o caso de um paciente masculino de oito anos que apresentou um cisto ósseo simples na tíbia direita após uma queda, com diagnóstico confirmado através de múltiplos exames de imagem.

Caso Clínico

Anamnese e Exame Inicial

O paciente, um menino de oito anos, sofreu uma queda que resultou em escoriação no joelho direito. Levado ao pronto-socorro, foi realizada uma radiografia que revelou uma lesão de rarefação óssea na metáfise proximal da tíbia direita.

Avaliação por Imagem

Radiografias

Figura 1 e 2: As radiografias do 1/3 proximal da tíbia direita, tanto em vista anterior quanto lateral, mostraram uma lesão metafisária de rarefação óssea com limites precisos, sugerindo a presença de um cisto ósseo simples.

Tomografia Computadorizada (TC)

Figura 3: A tomografia coronal evidenciou uma lesão cística na metáfise proximal da tíbia direita.

Figura 4: Na tomografia sagital, a lesão cística metafisária foi claramente identificada.

Figura 5 e 6: As tomografias axiais mostraram a lesão cística em diferentes densidades, tanto de tecidos moles quanto de tecido ósseo, confirmando a natureza da lesão.

Ressonância Magnética (RM)

Figura 7: A ressonância magnética axial T1 revelou uma lesão de baixo sinal, característica de um cisto ósseo simples.

Figura 8: Na RM axial T1 com supressão de gordura e contraste, foi observado realce periférico ao redor da lesão.

Figura 9: A RM coronal T1 com supressão de gordura destacou ainda mais a lesão cística.

Cintilografia Óssea

Figura 10: A cintilografia pré-operatória mostrou captação simétrica, sem indicações de atividade anômala significativa.

Figura 11: Uma cintilografia detalhada com aumento confirmou a presença de uma lesão cística na metáfise da tíbia direita.

Figura 12: O laudo da cintilografia óssea corroborou o diagnóstico de cisto ósseo simples.

Discussão

O cisto ósseo simples é frequentemente assintomático e descoberto incidentalmente. Neste caso, a lesão foi identificada após um trauma, ressaltando a importância de uma avaliação completa. A combinação de radiografia, tomografia, ressonância magnética e cintilografia forneceu uma visão abrangente da lesão, permitindo um diagnóstico preciso.

Manejo e Prognóstico

O tratamento do cisto ósseo simples varia de observação a intervenção cirúrgica, dependendo do risco de fratura patológica e dos sintomas. O prognóstico é geralmente favorável, com muitas lesões resolvendo espontaneamente.

Este caso sublinha a importância de uma abordagem diagnóstica detalhada para lesões ósseas em crianças. O uso de várias modalidades de imagem é crucial para um diagnóstico preciso e para o planejamento adequado do tratamento. O cisto ósseo simples, apesar de benigno, requer monitoramento contínuo para evitar complicações e garantir a função do paciente.

Cisto Ósseo Simples Tíbia. Paciente masculino, com oito anos de idade, sofreu queda com escoriação no joelho direito. Realizou radiografia no pronto socorro que revelou lesão de rarefação óssea na metáfise proximal da tibia direita, figuras a seguir.

Figura 1: Radiografia do 1/3 proximal da tíbia direita, frente, com lesão metafisária de rarefação óssea, de limites precisos.
Figura 1: Radiografia do 1/3 proximal da tíbia direita, frente, com lesão metafisária de rarefação óssea, de limites precisos.
Figura 2: Radiografia do 1/3 proximal da tíbia direita, perfil, com lesão metafisária de rarefação óssea, de limites precisos
Figura 2: Radiografia do 1/3 proximal da tíbia direita, perfil, com lesão metafisária de rarefação óssea, de limites precisos
Figura 3: Tomografia coronal com lesão metafisária cística.
Figura 3: Tomografia coronal com lesão metafisária cística.
Figura 4: Tomografia sagital com lesão metafisária cística.
Figura 4: Tomografia sagital com lesão metafisária cística.
Figura 5: Tomografia axial, densidade de tecidos moles, com lesão metafisária cística.
Figura 5: Tomografia axial, densidade de tecidos moles, com lesão metafisária cística.
Figura 6: Tomografia axial, densidade de tecido ósseo, com lesão metafisária cística.
Figura 6: Tomografia axial, densidade de tecido ósseo, com lesão metafisária cística.
Figura 7: RM axial T1, com lesão de baixo sinal.
Figura 7: RM axial T1, com lesão de baixo sinal.
Figura 8: RM axial T1, com supressão de gordura e abaixo com contraste, apenas na periferia da lesão
Figura 8: RM axial T1, com supressão de gordura e abaixo com contraste, apenas na periferia da lesão
Figura 9: RM coronal T1, com supressão de gordura.
Figura 9: RM coronal T1, com supressão de gordura.
Figura 10: cintilografia pré-operatória, com captação aparentemente simétrica.
Figura 10: cintilografia pré-operatória, com captação aparentemente simétrica.
Figura 11: cintilografia detalhada, com maior aumento, notando lesão cística em metáfise de tíba direita.
Figura 11: cintilografia detalhada, com maior aumento, notando lesão cística em metáfise de tíba direita.
Figura 12: laudo de cintilografia óssea.
Figura 12: laudo de cintilografia óssea.

Autor : Prof. Dr. Pedro Péricles Ribeiro Baptista

 Oncocirurgia Ortopédica do Instituto do Câncer Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho

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